FONTE: EFE via G1 MUNDO – 24/04/2014

Celebração presidida por Francisco teve trechos em português.
Anchieta viveu no país há mais de 400 anos e foi canonizado este mês.

O Papa Francisco incensa uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, considerada a padroeira do Brasil, durante missa celebrada nesta quinta em honra a São José de Anchieta, jesuíta que viveu no país há mais de 400 anos (Foto: Giuseppe Cacace/AFP)

O Papa Francisco rezou nesta quinta-feira (24) missa dedicada ao jesuíta espanhol José de Anchieta, canonizado no último dia 3 por decreto, na qual afirmou que a razão de sua santidade é que “ele não teve medo da alegria”. A missa foi celebrada na igreja romana de Santo Inácio de Loyola, religioso fundador da Companhia de Jesus, à qual pertenceu Anchieta e também o pontífice argentino.

Quadro pintado pelo artista Benedito Calixto em 1920 retrata o jesuíta José de Anchieta escrevendo o “Poema à Virgem” enquanto era refém de indígenas no litoral brasileiro (Foto: Divulgação/Museu de Anchieta)

Em sua chegada ao templo, às 17h50 (horário local, 12h50 de Brasília), o Papa foi recebido entre com ovações pelos vários fiéis e curiosos que se amontoavam às portas da igreja.

Roma está tomada por milhares de peregrinos de diversos países do mundo que chegaram para assistir, no próximo domingo (27), às canonizações de João XXIII e João Paulo II.

O papa Francisco presidiu os ritos e leu em português, apesar de ter optado pelo espanhol na hora de pronunciar sua homilia, na qual assegurou que “não temer a alegria” foi a verdadeira razão da santidade do missionário.

Participaram da missa, além de uma ampla delegação brasileira, um grupo numeroso procedente das ilhas Canárias, de onde era Anchieta, com cerca de 90 pessoas entre autoridades, sacerdotes e fiéis.

O próprio Francisco foi quem assinou o decreto para santificar José de Anchieta (1534-1597) graças à chamada “canonização equivalente”, ou seja, sem necessidade de milagres e pelo reconhecimento do fervor popular.

São José de Anchieta, que viveu no século 16, atuou no Brasil na maior parte de sua vida. Foi um dos fundadores da cidade de São Paulo, em 1554, e visitou diversas localidades.

Ele é o terceiro santo a ter laços estreitos com o país. A primeira foi Madre Paulina, santa desde 2002. Em seguida, veio Frei Galvão, brasileiro nascido em Guaratinguetá (SP), proclamado Santo Antônio de Sant’Ana Galvão em 2007 por Bento XVI, em visita ao Brasil.

Missa que contou com religiosos do Brasil foi celebrada na Igreja de Santo Inácio (Foto: Giuseppe Cacace/AFP)
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